16/07/2026

Entre os principais produtos que permanecem sujeitos à tarifa estão itens estratégicos para a economia paranaense, como madeira serrada, compensados, molduras e portas

A Fiep também fez coro juntamente com as federações de indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e do Rio Grande do Sul (Fiergs) ao manifestar extrema preocupação com a confirmação, por parte do governo dos Estados Unidos, da aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano. “Embora alguns itens da pauta exportadora paranaense tenham sido incluídos na lista de exceções e, portanto, isentos da nova tributação, a medida atinge fortemente importantes segmentos da indústria do estado, comprometendo sua competitividade em um dos principais mercados internacionais”, diz a nota emitida na tarde desta quinta-feira (16).

Estimativas preliminares realizadas pela Fiep apontam que em torno de 75% das exportações do Paraná para os Estados Unidos permanecerão abrangidas pelas novas tarifas. Em 2025, as vendas da indústria paranaense ao mercado norte-americano totalizaram aproximadamente US$ 1,3 bilhão. “Com a sobretaxa, uma parcela significativa desses produtos perde competitividade, o que tende a afetar diretamente o desempenho das empresas exportadoras, reduzir investimentos e gerar impactos sobre a produção e o emprego no Paraná”, destaca o texto.

Entre os principais produtos que permanecem sujeitos à tarifa estão itens estratégicos para a economia paranaense, como madeira serrada, compensados, molduras, portas, parte dos pisos de madeira, revestimentos cerâmicos, móveis e papel. Por outro lado, a Fiep considera positiva a inclusão de alguns produtos na lista de exceções, como tilápia, café solúvel, mel e couro. Ainda assim, o volume de exportações que continuará tributado representa a maior parte da pauta exportadora industrial do estado.

“Desde o início desse processo, a Fiep atuou de forma ativa na defesa dos interesses da indústria paranaense. A entidade protocolou manifestação formal junto ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), apresentando argumentos técnicos e econômicos em favor da exclusão dos produtos paranaenses da medida. Além disso, acompanhou a audiência pública realizada em Washington, nos dias 6 e 7 de julho, reforçando, ao lado de diversas entidades representativas dos setores produtivos brasileiros, que os produtos exportados pelo Brasil não concorrem com a produção norte-americana, mas complementam cadeias produtivas essenciais para a economia dos Estados Unidos”, relata a Fiep.

“Diante da confirmação das novas tarifas, a Fiep espera que os governos do Brasil e dos Estados Unidos retomem, com a maior brevidade possível, negociações técnicas e efetivas para reverter a medida. A entidade entende que o diálogo é o caminho mais adequado para preservar uma relação comercial construída ao longo de décadas, reduzir os impactos para as empresas e trabalhadores dos dois países e restabelecer um ambiente de previsibilidade e competitividade para o comércio bilateral”, finaliza a nota.



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