Via @uolnoticias | Um dos advogados do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior (sem partido), conhecido como Jairinho, sofreu um infarto neste final de semana. Apesar disso, o julgamento do caso Henry Borel foi mantido e teve início por volta das 11h, com quase duas horas de atraso.
O que aconteceu
Fabiano Lopes, 49, teve um infarto agudo do miocárdio na tarde de sábado. A informação foi dada ao UOL por outro membro da defesa, Rodrigo Faucz, que relatou que os profissionais da equipe estavam reunidos quando o incidente ocorreu.
O advogado foi socorrido para o Hospital Glória D’Or e segue internado. Ainda conforme o colega, Lopes está com apenas 30% de capacidade cardíaca, além de comprometimento nos rins. Até ontem, ele tentava uma transferência de unidade hospitalar devido ao seu convênio.
O homem era o que estava há mais tempo no caso. Ele teria acompanhado desde o início as acusações contra Jairinho e atualmente coordenava os outros advogados.
Pedido de adiamento da sessão de hoje não foi feito à Justiça. “A gente acabou não fazendo o pedido de adiamento. Informalmente, conversei com a acusação, que falou que o infarto do coordenador da equipe, do mais antigo, não é motivo suficiente para adiar quando tem outros advogados”, falou Faucz.
Jairinho teria ficado preocupado ao saber da situação de Lopes. Desde o início do dia, estaria perguntando e exigindo pelo advogado.
Com o início do julgamento, o réu pediu o adiamento da sessão devido a condição clínica de sua defesa. Segundo ele, só aceitaria ser julgado caso Lopes estivesse presente. A juíza Elizabeth Machado Louro ainda não decidiu a respeito do pedido. Anteriormente, a Justiça havia determinado que a Defensoria Pública assuma caso haja novo abandono dos advogados de Jairinho.
Além disso, Jairinho teria pedido a destituição da defesa, mas voltou atrás momentos antes. Ele preferiu, por sua vez, acrescentar o filho, o advogado Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, em sua equipe de defesa no lugar do advogado que está internado. As informações são da assessoria de Leniel Borel, pai do Henry, que acompanha o julgamento.
Caso Henry Borel está sendo julgado cinco anos após morte de menino
O julgamento ocorre no plenário do 2º Tribunal do Júri – Fórum Central da Capital, mas atrasou. Sete jurados serão responsáveis por decidir se Jairo e Monique são culpados pela morte de Henry, que tinha 4 anos quando morreu, em março de 2021.
Os dois réus, o padrasto Jairo e a mãe Monique Medeiros, estão presos desde abril daquele ano. Monique chegou a deixar a prisão após a primeira tentativa de julgamento, em março deste ano, mas voltou a ser detida semanas depois, após decisão do STF.
Julgamento iniciado em março precisou ser adiado porque a defesa de Jairo abandonou o plenário. Na ocasião, os advogados alegaram não ter tido acesso completo ao conteúdo de um notebook usado por Leniel, que foi anexado ao processo.
O ex-vereador também tentou transferir o julgamento para outra cidade, alegando que a repercussão do caso comprometeria a imparcialidade dos jurados. O pedido dos advogados foi negado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sob argumento de que o caso teve repercussão nacional e de que o réu deve ser julgado “no distrito da culpa”, onde o possível crime ocorreu.
Apesar dos reveses, a defesa de Jairo conseguiu autorização para que uma testemunha considerada importante deponha. O Tribunal de Justiça do Rio deu aval para a participação de Miriam Santos Rabelo Costa, que acusa o pai de Henry de agressões e, supostamente, saberia de algo importante sobre o caso. Questionado sobre o assunto, Leniel disse que não poderia se pronunciar.
Luana Takahashi e Uesley Durães
Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Fonte: @uolnoticias
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