12/05/2026

Na comparação com março do ano passado, o IDI-RS registrou queda de 2,4% em março deste ano

O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) recuou 3,2% em março na comparação com fevereiro. Ainda assim, o indicador permaneceu em patamares superiores aos registrados em janeiro deste ano e em dezembro de 2025, sinalizando a continuidade de um processo inicial de retomada da atividade industrial iniciada em fevereiro, quando o IDI-RS avançou 4,7%. Os dados foram divulgados em pesquisa do Sistema FIERGS na quinta-feira (7). Para o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o cenário nacional e internacional ainda exige cautela e dificulta uma recuperação consistente. “O industrial gaúcho é resiliente e sabe aproveitar as oportunidades. Mas só teremos crescimento consistente quando as condições econômicas e políticas forem mais favoráveis. No cenário internacional, o conflito no Oriente Médio ainda afeta nossa indústria”, afirmou.

As compras industriais foram o principal fator de pressão negativa em março, com queda de 6,8% frente a fevereiro. As horas trabalhadas na produção também recuaram 3,9%. Contribuíram ainda para o resultado as reduções na utilização da capacidade instalada, no faturamento real (-0,5%) e no pessoal ocupado (-0,4%). Em contrapartida, a massa salarial avançou 1,6% no período. Na comparação com março do ano passado, o IDI-RS registrou queda de 2,4% em março deste ano, redução menos intensa do que a observada em fevereiro frente ao mesmo mês do ano anterior (-5 %). O desempenho foi influenciado, sobretudo, pelos recuos nas compras industriais (-10,7%) e nas horas trabalhadas na produção (-4,4%). 

O faturamento real avançou 4% frente ao mesmo mês do ano anterior, interrompendo uma sequência de oito meses consecutivos de retração nessa base de comparação. Já a massa salarial apresentou alta de 2,3%. No acumulado do ano, o IDI-RS caiu 5,5%. As compras industriais acumulam retração de 16,7%, enquanto as horas trabalhadas na produção diminuíram 5,9%. O faturamento real também registra queda de 5,3% no período. O levantamento mostrou ainda que, dos 16 segmentos pesquisados, 13 apresentaram queda no acumulado do primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2025. Os segmentos de veículos automotores (-12,4%), máquinas e equipamentos (-10,2%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-18,8%) exerceram as maiores influências negativas sobre o resultado agregado. Por outro lado, os setores de alimentos (+6%), móveis (+4,2%) e bebidas (+0,8%) apareceram como os principais destaques positivos no período.



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